23/10/07
:: SoS, de MiChAeL MoOrE :: parte I

Sim, ainda estou na busca incansável por assistir a mais filmes da 31a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo… Andei pensando mais uma vez… Bem que eu poderia ter tirado minhas férias neste período… E ainda assim, viajar… Viajar e conhecer aquele mundo à parte de tudo o que eu já tinha visto antes que eu conheci… João Pessoa, Itamaracá, Porto de Galinhas etc etc etc.
Mas tudo bem, o ser humano é egoísta mesmo, quer abraçar o mundo todo com os seus dois braços apenas… Antes eu fosse um polvo, ou, parafraseando (ou seria parodiando?!) Fagner, "quem dera ser um polvo, para ser livre e abraçar tudo que dá…". Enfim.
Sábado. Dia 20. Ressaca de Irina Palm - no melhor dos sentidos. Fui dormir às 4 da manhã, acordei às 6h50 e fui trabalhar. Trabalhei até às 16h30, fui para casa, arrumei meus pertences e, novamente com meu fiel escudeiro e namorado de longa data, me direcionei ao bairro Cerqueira César (mais conhecido como "Avenida Paulista" - quem não se lembra daquela figura de linguagem que aprendemos a usar na escola, a metonímia?!).
As intenções de sábado eram: "Rolling Stones - Sympathy For The Devil", de Jean-Luc Godard (aquele documentário que "briga" com o "One + One"), na Reserva Cultural e "SOS Saúde (Sicko)", do polêmico Michael Moore, no Cinesesc (me esforcei para escrever polêmico, me contive. Eu teria feito uma interminável lista de adjetivos medonhos aclamando este ser a quem eu admiro e morro de amores. Abafa.).
Para a tese anti-lugar comum de chegarmos ao cinema minutos antes, comprarmos os ingressos, ficarmos na fila e entrarmos na sala escura que não estará tão escura assim a princípio, eu fui prova mais uma vez: "Rolling Stones, o documentário" - ESGOTADO (e olha que eu nem estava lá minutos antes!). Paciência. Vamos ao Cinesesc então. E esse "então" não é "então" de pesar. Longe disso. Eu estava vibrando com o fato de que já que perdemos um filme assim, melhor Jean-Luc Godard do que Michael Moore. Pelo menos para mim. E olha que eu amo Rolling Stones! Melhor eu me acalar agora…
Sessão das 23h. Ou não, para variar… Atraso de 35 minutos. Durante a espera na fila, ganhei dois presentes: o guia oficial da Mostra e o livro com a sinopse e todas as informações de todas as películas (curtas, médias e longas) da Mostra. Presente de quem ama e sabe o que ama a quem se ama. Complexo? Bom, comecei a ler, a marcar, a devorar, com o pensamento de querer que minhas férias realmente tivessem sido neste perído. Mas nem sempre querer é poder, né? (e eu o-d-e-i-o frases prontas!!!).
Me esforçando e contando com a ajuda do meu namorado e da latinha de Coca-Cola que ele havia comprado para espantar o sono (ei, da sexta para o sábado eu só tinha dormido 2 horas e meia e já eram 23h!!!), esperava ansiosa para saber se seria "mais do mesmo" a la Michael Moore… Sim, eu esperava "mais do mesmo", a la "Tiros em Columbine" e "Fahrenheit 11", sim! Admito. Eu curto Michael Moore, ué!
E a porta da esperança se abre, e por dentro não estava vazia… Muitas poltronas aconchegantes, sala de estar pública, área para fumantes protegida por vidros e cheia de mesinhas e lá, lá estava ela, a deusa, a pop star desta noite e de todas as outras: a gigante tela de cinema! Quem mais poderia ser? Perdão, digo, "o que" mais poderia ser?
Nos acomodamos na última fila para não ter nenhum ser humano desagradável chutando nossas costas durante o desenrolar da película e para, desta vez, termos a certeza de confirmar a faixa etária dos que resolvessem, surtadamente, como ocorreu em "Irina Palm", gritar quaisquer parafernálias. Sim! Eu sei que escrevi "parafernália"!
Mas não - desta vez houve a diversão, mas a cultural real, não a paralela! Felizmente. Eu havia prometido que se desta vez o povo surtasse, eu também cairia do salto. Anabela, claro. É mais seguro.
(contunua…)
criado por girli_e
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