:: MiL oLhArEs ::

desabafO. opiniãO. palavrA vÃ. idéiA. errO. acertO

20/10/07

:: IriNa PaLmEr? NÃo. mUiTo MeLhOr! :: parte I

 

 

 

Sexta-feira, dia 19 de outubro. A ansiedade não me permite concentrar nas tarefas do cotidiano que tenho que realizar. O motivo? O primeiro dos 14 dias de filmes da 31a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e a minha participação nesse festival de orgia cinematográfica deliciosamente cultural. Como espectadora, claro. 461 filmes. Desejo de poder ser testemunha de todos. Frustração de saber que não é possível. Enfim…

Como saio às 21h do trabalho às sextas-feiras, não seria possível estar presente logo na primeira sessão, fosse ela em qualquer uma das 20 salas onde estão sendo exibidas as películas… Paciência. Decidi então pular o meu intervalo de "lanchinho" no trabalho, para poder sair uma hora mais cedo e poder assitir a pelo menos 2 filmes. Totalmente contra a minha vontade, morrendo de fome, acabei saindo do trabalho às 21h mesmo e tendo que me conformar que, se desse sorte, ainda conseguiria estar presente em pelo menos UM dos nove longas que haviam me interessado para essa noite de estréia para a população "não-VIP".

E ainda assim, arranjei tempo de compartilhar com meus colegas de trabalho que eu trocaria as minhas férias perfeitas, de 30 dias, com a oportunidade de conhecer a Paraíba e Pernambuco, por todos os filmes da Mostra. Sim. Fiz isso. Melhor não pensar mais nas palavras que já foram ditas. E minhas férias já aconteceram. Até a semana passada eu ainda gozava dessa ocasião que me é tão rara.

Às 21h40, meu namorado e eu, em pleno trânsiro da avenida Dr. Arnaldo, discutíamos as opções que poderiam ser positivas para um final de noite… Apesar de ser um pouco clichè, sim, admito que optamos por "Império dos Sonhos", de David Lynch. Às 22h50. Pinheiros. IG Cine, antiga Sala UOL. Sim, Fradique Coutinho, um pouco longe de onde estávamos. Para não correr o risco de chegarmos ao nosso tão desejado destino Lynchiano e não escontrarmos mais ingressos, optamos por "um longa mais perto dali". Sem intenção de soar infame.

As outras prováveis opções para a noite eram "Estômago", de Marcos Jorge e "Irina Palm", do queridísimo Sam Garbarski ("O Tango de Rachevski")… Pensávamos: "Estômago ou Irina, Estômago ou Irina?!". Decidimos. "Estômago". Cinesesc. Pontualmente às 22h40. Ou não. Já que ao chegarmos, havia um informativo na bilheteria avisando que os horários de exibição de "Iluminados", de Cristina Leal e "Estômago" haviam sido alterados. Adiados. Em pelo menos uma hora.

Já que quem está na chuva é para se molhar, resolvemos esperar. Sem problemas. Não fosse o fato de abrirmos nossas carteiras e encontrarmos nada mais que nossos cartões de débito e crédito e descobrirmos em seguida que o Cinesesc só estava aceitando pagamentos em dinheiro. Fazer o quê? Ainda tínhamos uma segunda opção, ainda válida, caso houvessem lugares nas poltronas do Unibanco Arteplex 1 do shopping Frei Caneca, não muito longe da Rua Augusta número 2075. Irina. Era o que iríamos ver.

"Irina Palm". Exibição às 23h. Pontuais. Ou quase. Não fosse o curta exibido anteriormente, com a presença do diretor (Lelouch) e um bate-papo com os espectadores. Meia hora de atraso, creio. Mas conversa vai e conversa vem, nem senti o tempo passar. Entramos. Sem pipoca, nem refrigerante. Acabáramos de jantar. Só o que precisávamos era assistir algo que nos interessava. Melhor do que pipoca com manteiga.

(continua…)

criado por girli_e    3:30 — Arquivado em: Sem categoria

:: IriNa PaLmEr? NÃo. mUiTo MeLhOr! :: parte II

 

 

Sala não muito cheia. A diversão está para começar! Não a do filme. A paralela. Como assim?! Ora, as luzes se apagam. Um certo senhor, provavelmente em seus 60 anos, reclama em altos brados da escuridão que tomou conta do lugar. Bastante escuro. Nada mais do que o esperado, pelo menos por mim, para uma sala de cinema. O som aparece, mas a imgem não surge na telona. De repente, pipoquinhas com olhinhos, perninhas e boquinhas, aparecem congeladas. Não de frio. Problemas técnicos. Segundos depois, o filme se inicia, sem resquícios de fatos passados. Imagem limpa. Finalmente!

E a diversão não pára. Não a do filme. Ainda não. A paralela. Uma senhora à qual não posso atribuir qualquer palpite de faixa etária, por estar sentada muito atrás de mim, grita: Abaixa o volume!!!". E todos caem na gargalhada. Silêncio. O filme começa de verdade. Diálogos concisos. O suficiente para acompanhar as posições e os jogos de câmeras que me atraíram de imediato. Closes e cores que doavam harmonia àquele cenário frio e necessário ao enredo. "Uma viúva de 50 anos que aceita trabalhar em um sex shop para ajudar o neto doente". Sinopse oferecida por quases todos os veículos que consultei para incluir esta película na lista das produções que eu esperava (e espero) assitir durante esses 14 dias de Mostra.

Ansiosa para saber do que realmente se tratava a história de Irina, sofro com mais uma tentativa de não deixar a peteca da diversão paralela cair… Ouço, assim como a sala toda, o sonoro e irritadiço "esse filme é para surdo?????!" daquele certo senhor. Como se fosse fazer alguma diferença o volume do som para os deficientes auditivos. E não estou sendo irônica. Sensata.

Mais alguns minutos de silêncio e diversão voltou a atentar ao meu pudor. O senhor vai até o lado de fora da sala reclamar. O volume foi baixado (para mim, não havia nada de desconfortável… Será que a minha audição já está tão desgastada assim no auge dos meus 20 e poucos anos?! Me preocupei. Mas logo me acalmei, tentando ainda me focar naquele desenrolar de situações fictícias que apareciam para mim na tela gigante.) Crendo que a diversão ficaria somente por conta do filme, me engano. Infelizmente.

O filme, até então, estava se mostrando um Chocolate Surpresa, daqueles que eu adorava comprar quando era pequena, que vinha com uma foto de bicho diferente a cada embalagem… Se estou "viajando"? Que nada. Eu comprei uma viúva que aceitou trabalhar em um sex shop e ganhei uma viúva que, na verdade, foi procurar emprego num puteiro. A não ser que na Inglaterra e países ao redor da Europa sex shop seja sinônimo de casa da luz vermelha. Eu já estive nos Estados Unidos e no Canadá. E moro no Brasil. Nem lá, na américa do norte, nem aqui, na terra do samba, do futebol e das mulatas gostosonas, sex shop possui palquinhos com mastros rodeados por profissionais do sexo. Não necessariamente. Posso estar enganada, mas não creio que na Europa seja assim. É? Enfim…

Irina Palm (que seria chamada de Irina Palmer, com certeza, caso fosse dirigida para aparecer em algum longa Lynchiano), surpreende. Apesar de trabalhar numa boate onde clientes vão satisfazer suas necessidades primitivas em troca de algumas libras, ela não é puta. Mesmo sofrendo de um mal chamado "cotovelo de penista" (criação divina!!!). Muito pelo contrário. Faz de uma história que poderia seguir o jargão dos dramas que obrigam aos mais sensíveis debulharem-se em lágrimas, uma ficção leve, suave, inspiradora e empolgante. Nada de debulhações. Provoca sorrisos, suspiros e risos, ah sim, muitos risos e risadas. Reações que não agradaram em nada àquele certo senhor.

Em meio ao desenrolar da trama, e em meio aos risos da platéia, ele não se conteve: "Mas estão rindo do quê?!", "Isso não é comédia!", "Tão achando que é o programa do Faustão?!", "Não é pra rir!"… E como anti-tolerância tarda mas não falha, não demorou muito mais para as respostas serem colocadas para fora à altura: "Shhhhhh!!!", "Isso aqui é cinema!", "Ahhh, pelamordedeus, né?!", "Não gostou, cai fora!", "Lugar de velho é no bingo!"… E para a diversão não encontrar seu fim no circo todo, o contra-ataque não calou: "Eu falo mesmo! Se eu achar que eu tenho que falar, eu vou falar!", "Eu vou falar mesmo!".

Se Sam Garbarski não tivesse realizado um excelente trabalho, o foco no circo seria bastante frustrante, pois faltariam os macaquinhos, os poodles adestrados, a mulher barbada e os trapezistas. Não não houve espaço para tanta frustração. Sam cumpriu seu papel de não deixar isso acontecer. Fora do circo, garantiu a diversão cultural real. Garantiu além… Garantiu que eu não sentisse tanta falta assim de David Lynch lá em Pinheiros, garantiu que eu não sentisse falta de um "Estômago", garantiu, inclusive, uma cena final que correspondeu exatamente ao que o público esperava. E olha que nem estou me referindo ao netinho doente. nada disso. melhor que isso. Mas só assistindo para saber. Digo isso por todos, ou quase todos, ok. Por aqueles dos quais eu ouvi os sussuros de satisfação com o estalo final, que antecedeu aos créditos finais.

Na saída, mesmo com as luzes que não fizeram questão de serem acendidas, mesmo com o certo senhor criticando a película para uma senhorita com a qual cruzou no corredor do lado de fora, mesmo com a diversão à qual eu não paguei para presenciar, mesmo ao olhar no relógio e ver que os ponteiros já marcavam 01h14 (tenho que estar de pé amanhã às 6h30 - e estou escrevendo esse relato antes disso), mesmo não tendo conseguido sair precisamente às 20h do meu trabalho, eu posso me considerar uma espectadora feliz. Satisfeita. E nem um pouco estressada. Mesmo porque a lista para amanhã já está feita e eu, em momento algum, vou permitir que diversões paralelas não me permitam gozar ao final dessa orgia. E digo isso com o maior respeito! É cultura! E faz bem! Ainda faltam 13 dias.

 

Irina Palm, de Sam Garbarski.
Alemanha / Bélgica / França / Inglaterra / Luxemburgo
2006
103 minutos

 

criado por girli_e    3:29 — Arquivado em: Sem categoria

19/10/07

:: Oh, nO!!! ::

 

 

 

:: WHAT’S WRONG WITH THIS WORLD??? OH, LORD… ::

 

- há algum tempo atrás, a Moranguinho era apenas uma garotinha de 6, 7 anos, que brincava de casinha, de pega-pega, de esconde-esconde com o Limãozinho, com a Framboesinha, com o Cafézinho, com a Uvinha…

 

E agora, meu deus?!?!

 

Como é que pode uma Moranguinho adolescente e com estilo a la funk, que ao invés de brincar,  vai fazer filhinho com o Limãozinho e ter que dar explicações e fazer o teste de DNA a pedido do Cafézinho?????

 

É como se o Maurício de Souza resolvesse "crescer" a Turminha e a Mônica se casasse definitivamente com o Cebolinha, a Magali com o Quinzinho, o Chico com a Rosinha, o Franjinha com a Marina etc etc etc….

 

Oh, não!!!! This world is scary!!!!!! -

criado por girli_e    9:46 — Arquivado em: Sem categoria

:: PrOmEsSaS… ::

 

 

 

 

 

criado por girli_e    9:38 — Arquivado em: Sem categoria

17/10/07

:: PeCaDoS CaPiTaiS ::

OS SETE PECADOS CAPITAIS SÃO:

- soberba;
- gula;
- luxúria;
- ira;
- inveja;
- avareza;
- preguiça.

O MEU FAVORITO:


          - luxúria!!!

O PIOR DELES, NA MINHA OPINIÃO:

 


                        - gula!!!

O MAIS GOSTOSO:

 


                      - preguiça!!!

criado por girli_e    10:23 — Arquivado em: Sem categoria

10/10/07

:: FaSt FoOd NaTiOn ::

 

Semana passada fui ao cinema com um amigo meu assitir "Fast Food Nation", aquele filme bem "Super Size Me" (o protótipo!), mas que de "Super Size Me", não tem nada. Tenta ter, mas na minha opinião, não tem. Cópia fajuta…

 

O filme e seus componentes produtores e legião talvez tenham tido boa índole (ha-ha-ha!), maaaasssss a fórmula não funcionou. Não para mim, carnívora assumida, mas consciente.

 

Para quê aquele elenco de Bruce Willis, Greg Kinnear, Ethan Hawke (nuossa, hein, rs!!!) e Avril Lavigne???????? Oh, puh-leeze!!!!!

 

Para quê aquelas cenas desagradáveis, desnecessárias para o contexto do filme, torturantes e fétidas dos abatedouros quase ao final da película??? Será que a intenção do diretor é fazer com que nós, seres non-carnivorescos, nos sintamos culpados por uma prática que existe desde que o mundo é mundo (comer CARNE)??? Ha-ha-ha…

 

Bom, na verdade, ele talvez até consiga despertar um pouquinho desse sentimento nas cenas das vaquinhas mortas, mas ele também consegue fazer com que saiamos do quartinho escuro rumo às casas de prostituição daquelas carnes: Mc Donald’s (que aparece como "ator coadjuvante" em imagens de fundo a cada segundo, rs), Burger King, até Bob’s, pelamordedeus!!!!! Sorte nossa (ou não, rs) que não temos Taco Bells por aqui (que também aparece como coadjuvante inúmeras vezes)…

 

Enfim, minha intenção aqui não é necessariamente criticar o filme, mas dizer que ele me chocou menos do que deveria, rs. E há uma afirmação a respeito desta película, feita por Bernardo Krivochein, que diz tudo: "Digamos que "Fast Food Nation" é alarmante do mesmo jeito que Avril Lavigne é punk!".

 

Preciso falar mais?! I don’t think so!

 

 

Mas enfim… A idéia deste texto era outra, que tem a ver com o filme, mas tem mais a ver com nosso cotidiano… As cuspidas de garçons de mal com a vida em pratos alheios (sim, talvez os nossos! rs).

 

Há uma cena (que me chocou mais do que, digamos, o filme todo, creio, rs) em "Fast Food Nation" em que o garoto literalmente cospe sobre a maionese do lanche antes de colocar a fatia superior do pão e colocá-lo dentro da caixinha de papelão reciclável, rs. Não é preciso dar detalhes do porquê ele fez isso, etc e tal. O que é preciso é pensar!

 

Pensemos…

 

Onde está a liberdade de ir e vir, de comer o que queremos, onde queremos, à hora que queremos blá blá blá, se há um medo quase terrorístico que nos envolve todas as vezes que saimos e decidimos ter momentos de prazer comendo fora de nossas casas?

 

Por que é que temos que nos deixar aterrorizar por quem nos serve os pratos que pedimos?

 

O quão injusta é esta situação??? E pior: por que o medo nos afronta quando o pedido vem errado e pedimos para trocar??? Por que às vezes nos obrigamos a comer aquilo que NÃO pedimos por medo de receber o pedido CORRETO com extras de cuspes, catarros, pêlos pubianos e afins??? Vai se f****!!!!

 

Assim como não temos o menor direito de desprezar, humilhar ou ser rudes àqueles que anotaram justamente o que nós NÃO pedimos, também não temos o menor dever de comer o que NÃO pedimos, assim como os extras que ninguém jamais pediria. Faz sentido???

 

Neste final de semana que passou, fomos até Bragança… E o assunto surgiu inúmeras vezes, desde que chegamos, na sexta-feira. A hesitação no restaurante em que pedimos lanches, no açaí onde pedimos saladas, e no pedido de pizza delivery (sim, pedimos 2 pizzas: margherita e frango com catupiry e outra  parma e 4 queijos, fora a coca-cola 2L e a porção extra de azeitonas… Vieram 2 pizzas sim! Uma mussarela com frango e catupiry e outra com 4 queijos e mussarela… 4 azeitonas por pizza e coca-cola SEM GELO!)…

 

Por que o medo de reclamar (educadamente)? De dizer "pedi x e veio y"? Porque tudo será suspeito na hora de comer? Já basta viver com medo da violência que nos assombra, da tensão do meio-ambiente chegar ao fim com a extinção de nossa espécie, de todos os problemas políticos e sociais, ainda temos que viver com medo de comer catarradas e pêlos alheios, propositadamente?????

 

No, thanks!

 

 

criado por girli_e    9:01 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/07

:: ExPeCtAtiVaS ::

 

Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o vocábulo "expectativa" quer dizer:

 

Acepções
■ substantivo feminino
situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento

 

Simples assim.

 

Mas para nós, seres humanos, tomados por sensações e sentimentos, mentes borbulhando pensamentos, vontades, metas, memórias, traumas, prazeres, fantasias…. Não, não é tão simples assim.

 

Não é assim que funcionamos.

 

A não ser que sejamos "fortes" o bastante para tomar aquela atitude (a qual eu gostaria, profundamente, de me educar e disciplinar, para conseguir ter!): "Sem expectativas, sem frustrações. Melhor não esperar nada de coisa alguma ou de ninguém!".

 

De certa forma eu invejo as pessoas que são (ou conseguem ser) assim.

 

E há, sem dúvida, uma grande verdade nisso!

 

E não interessa… Seja um ser humano de 1 ano de vida, de 10, de 20, de 30 ou que seja alguém que já tenha alcançado seus 50 anos - expectativas frustradas não são boas para ninguém. E ninguém tem o direito de causar tamanha dor (sim, para mim frustração = dor!) a ninguém!

 

Daí, eu me volto ao meu próprio pensamento primitivo (será que é tão primitivo assim? I don’t think so!) a respeito das pessoas que criam falsas expectativas para outras pessoas:

 

"Por que se cria uma expectativa sem ter as certezas de que é algo concreto? A frustração pode ser bastante dolorosa…."

 

Seria a mesma coisa que uma mãe dizer ao filho de 5 anos, "se você se comportar, a mamãe vai ter dar uma surpresa!!!"

 

A criança cria uma expectativa, se comporta, com o coraçãozinho remoendo, cheio de ansiedade, tudo porque, naturalmente, quer saber qual é aquela surpresa que a própria mãe vai dar à ela! Daí no dia seguinte, a mãe chega em casa e dá à criança um dicionário Aurélio de presente, achando que aquela porra de livro sem-graça (para uma criança que se comportou aguardando uma "surpresa" de verdade, algo que a mãe sabe que ela amaria, o Aurélio é uma porra de livro sem-graça, sim!!!!) é alguma surpresa válida, e além de tudo, ainda se chateia porque a criança se chateia com a tal "surpresa"…

 

Mãe é mãe, a criança vai continuar amando a própria mãe, mas a frustração, o sentimento de vazio, a expectativa não cumprida, tudo isso faz com que um sentimento desnecessário seja criado entre dois seres que, supostamente, não deveriam se sentir assim um com o outro… Não por este motivo, pelo menos…

 

E seja esta situação para ilustrar ou qualquer outra, independente da idade, mas havendo algum tipo de vínculo afetivo entre os seres, a falsa expectativa e a frustração são amplamente dolorosas e podem se alojar na memória a ponto de que uma das partes tome a atitude radical do "Chega!, Eu é que não vou criar mais expectativas para me frustrar…".

 

Triste isso, não?!

 

Mas mesmo assim, acredito que por algum tempo, é esta a atitude que eu vou tomar… Eu acho que ando criando muitas expectativas em cima de nada e isso anda me sufocando muito, me deixando chateada e limitada… Fico ansiosa, preocupada, tensa… E isso não é bom. Definitivamente! Mas ou eu mantenho o meu criar expectativas e continuar a me frustrar, ou eu páro de criar expectativas e páro, de uma vez por todas, de me frustrar.

 

Frustração cansa, magoa, acumula… Not good. At all!

 

Fim.

criado por girli_e    14:53 — Arquivado em: Sem categoria

4/10/07

:: GaTo, KiTty, CaT ::

 

Pergunta infame:

 

- o fato de nos Estados Unidos da América os gatos terem nove vidas enquanto no Brasil eles têm somente sete, é devido à questão de sermos do terceiro mundo??? Subdesenvolvidos??? Vizinhos da Colômbia, do Paraguai, da Bolívia e da Argentina?????

 

                                                               (by Eli)

criado por girli_e    20:11 — Arquivado em: Sem categoria

:: VeRgOnHa aLhEiA ::

 

Me diga: quem é que nunca sentiu a pior das vergonhas: a vergonha alheia???

Deixa eu explicar, antes de qualquer outra coisa, o porquê de eu achar que esta é a pior das vergonhas…

Pelo simples fato de não ser a SUA vergonha, de você sofrer pela vergonha que, na verdade, o OUTRO deveria sofrer e NÃO sofre… Você carrega o peso que não deveria ser carregado por você, e sim por aquele ser que, agora, age como se nada de vergonhoso tivesse acontecido!!!

Basta!!!!!

Eu me recuso a voltar a sentir vergonha alheia!!!

O pior é que, infelizmente, creio não ser possível…

Eu lembro que a fase que eu mais senti tal tenebrosa sensação, foi na faculdade… Mackenzie, querido, idolatrado, que me causa muita saudade, Mackenzie…

Mas tudo bem… Afinal, não é na faculdade o momento em que a criança dentro de você dá espaço, finalmente, para o adulto se ocupar ao lado dela (sim, disse ao lado, porque não há nada mais triste do que deixar o adulto tomar conta do pedaço e mandar a criança, o adolescente embora de vez…)???

É o momento - para quem não conhece ainda o que é bom senso - para que saibamos os momentos certos de fazer os comentários mais cretinos (resposta: nunca! rs), para que saibamos que é sempre bom ler os textos e estudar antes das aulas reais acontecerem e não depois (a não ser que você queira, tenha a real intenção de causar vergonha alheia aos seus queridos (???) colegas de classe, rs), o momento para que saibamos que se somos BURROS*, o melhor é não dizer nada e procurar aprender depois… Só para não ficar "chato"…

Outro momento que me proporciona vergolha alheia, mas mais constantemente, é assistir, ler, ouvir dizer, presenciar quaisquer fatos da política brasileira… Aumento de salário dos cafetões, ataques verbais e físicos entre os galos e galinhas naquela pocilga gigantesca onde eles vão trabalhar (!!!!!!!!!!!!) - eu sei o que é uma pocilga, ok??? (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u333863.shtml)

Enfim…

Sinto a vergonha alheia tomar conta de mim todos os dias em que saio de casa pelo portão de cima e passo em frente aquela escola demoníaca e vejo aquele bando de adolescentes falando as palavras mais escrotas, cabulando aulas, não dando a mínima para os professores que apesar do ambiente infernal que têm que se deparar, estão alí, dispostos a fazer do mundo um lugar melhor (sim, eu sei que não são todos os mestres que se comportam assim, infelizmente)…

Jovens fumando, bebendo, meninas grávidas, moleques brigando, se agredindo, meninas, idem! Vândalos por opção!!!

Sinto vergonha alheia quando ouço pessoas que possuem créditos educacionais das empresas em que trabalham, para cursar pós-graduação ou mesmo um curso de línguas dizerem: "que porre, se não fosse obrigatório, eu não perderia meu tempo fazendo isso e aquilo"… Além de vergonha alheia, eu sinto uma enorme frustração, além de pena… É horrível sentir pena…

Sinto vergonha alheia quando ouço abertamente de alguém que recebeu uma promoção ou conseguiu um emprego bacana por "Q.I"… E ainda a expressão "Q.I" soa com uma ênfase gigantesca de orgulho e esperteza…

Enfim… não quero mais sentir vergonhas alheias, não!

E também espero, de verdade, que eu nunca tenha causado vergonha alheia em ninguém, por quaisquer motivos…

Ôpa, peraí, hmmm…., infelizmente me lembrei de um fato que causou vergonha alheia em meus amigos de colégio uma vez, anos atrás… Mas causou vergonha em mim, também…

Estávamos todos na aula de educação física (que eu sempre odiei profundamente!!!), e o professor Brasílio (fala sério, rs) estava explicando as regras do handball… E num minuto entre as falas, ele diz: "por isso, mirem sempre na trave quando quiserem fazer um gol…". E a aluna brilhante de educação física (eu!), sem pensar antes de falar (oh, vida, oh, céus, por que?????), falo abertamente, sem pensar nas conseqüências: "hmmm…. então se acertar na trave, é gol?!"…

Pronto, além de causar vergonha alheia, eu tive que sofrer pelos meses seguintes, muito, com a zoeira do pessoal da minha classe.

Acho que aprendi a lição. Rs.

E espero não esquecê-la!

 

* só para ressaltar: na minha opinião, ninguém nasce burro… Burrice é opção!

criado por girli_e    14:48 — Arquivado em: Sem categoria

3/10/07

:: HoMeR SaYs ::

 

"Não deixe que sua consciência, aquela coisinha insignificante, te diga o que fazer." (Homer Simpson)

criado por girli_e    12:52 — Arquivado em: Sem categoria
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