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10/12/07

:: PaRa ALéM Da JuVeNtUdE ::

 

Para quem não sabe, Dr. Alessandro Loiola é, além de médico, palestrante, colunista (responsável por colunas de saúde no site BR Press e Estado de Minas), escritor e autor de três livros: Vida e Saúde da Criança, Crianças em Forma: Saúde na Balança e Para Além da Juventude, este último lançado nesta quarta-feira (21/11), no Terraço Leitura, do Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, MG.

Usando de linguagem simples (e explicando de maneira sábia os termos mais complicados para leigos), Loiola aborda temas que poderiam facilmente deixar qualquer ser humano consciente do processo “nascer, crescer, reproduzir e morrer” em pânico, de forma irreverente e positiva.

Como?

Logo de cara, o médico e escritor deixa claro que envelhecimento não é sinônimo de solidão, doença e muito menos de prostração. Pelo contrário.

Ele disseca cada capítulo (todos voltados às problemáticas mais comuns que fazem parte da terceira idade) com informações a respeito de cada possível enfermidade ou situação que nos acomete a partir dos 60 anos, num tom de bate-papo com o leitor, o que possibilita uma leitura de 496 páginas prazerosa e divertida.

Além de explicar, de maneira simplificada, do que se trata exatamente cada uma das “doenças” citadas no livro, Alessandro Loiola conscientiza o leitor de que certas medidas e precauções são as respostas-chave para retardar, amenizar ou até mesmo prevenir problemas mais sérios como a diabetes, a hepatite B, a hipertensão, problemas intestinais e cardiovasculares, desgaste de articulações e demência.

Os temas abordados em Para Além da Juventude estão organizados a partir do processo de envelhecimento e suas conseqüências gerais – onde há uma breve e inteligível explanação a respeito de radicais livres, cromossomos, resistência e doenças crônicas (onde o médico conclui com a divertidíssima pergunta “então é melhor você se enterrar?”), além do complemento “mitos e verdades”, que acompanha cada capítulo após a introdução.

Depois desse início, há as dissertações geniais sobre vacinas e imunização, alimentação (incluindo quais vitaminas estão presentes em cada grupo alimentar e seus benefícios), doenças comuns na terceira idade (com fatores de risco, curiosidades, tabelas, quadros informativos, precauções, tratamentos e dúvidas gerais) e um capítulo onde ele aborda a temática sexual de forma descontraída, clara e objetiva.

Ao final da leitura, pode-se afirmar que Para Além da Juventude, além de ser um livro com informações preciosas e fáceis de entender e consultar pode também se transformar num guia para quem leva a saúde, a maturidade e o bem-estar realmente a sério. Seja antes, seja durante a “melhor idade”.

criado por girli_e    19:16 — Arquivado em: Sem categoria

:: O pOrQuÊ dO mEu AmOr PoR EvA parte I ::

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AMADA E ODIADA, PORÉM INESQUECÍVEL: EVA PERÓN

O peronismo – que se iniciou na Argentina em 1943, quando Juan Domingo Perón participou do golpe militar - não pode ser julgado como simples movimento político. É mais que isso: é um modo de viver, governar, constituir uma nação, integrar o povo na sociedade. É populismo, nacionalismo, demagogia, corrupção, democracia social. Pode ser tudo e nada; tudo para alguns (principalmente para os argentinos e descendentes desses argentinos responsáveis pelo forte apoio que em 1946 elegeu Perón presidente: os descamisados) e nada para outros (aqueles que eram contra o regime peronista, como por exemplo, as oligarquias).

Além disso, o peronismo tem em seu cerne Juan e Eva Perón (impossível falar sobre o movimento sem citar seus fecundantes), que criaram a doutrina aliando ideologias antagônicas (dos grupos direitistas, de centro e de oposição), produzindo e eternizando seu modelo oligárquico-conjugal, deixando de lado a vida pública do Estado.

Perón, filho de família simples, escolheu a carreira militar para garantir uma esfera de atividade e um nível social acima do que sua família poderia lhe oferecer. No posto de presidente, foi um ditador mascarado de populista – foi o caudillo messiânico latino desde o terremoto de 45, na cidade de San Juan (quando conheceu de vista, a bela Eva Duarte, atriz que ajudava na Colecta Nacional, um festival que a comunidade artística realizava em benefício das vítimas do terremoto que havia destruído a cidade) até seus últimos dias no poder político.

María Eva Ibarguren, filha ilegítima de Juan Duarte (opulento proprietário de terras, marido de Estela Grisolía), com Doña Juana Ibarguren, (que havia sido literalmente comprada pelo Senhor Duarte, em troca de um jumento e uma carroça), nasceu em 7 de maio de 1919 em Los Toldos, província de Buenos Aires, onde viveu grande parte de sua infância. Após a morte de seu pai, a família se muda para a cidade de Junín. Desde essa época, María Eva já ambicionava ser famosa e ir à tão sonhada Buenos Aires, ou Big Apple, como ela costumava dizer – segundo uma das mais politizadas biografias já escritas sobre ela, “Eva Perón”, de Nicholas Fraser (jornalista britânico que já trabalhou para a BBC, the Times e Sunday Times de Londres e é o autor de livros como “Voice of Modern Hatred: Tracing the Rise of Neo Facism in Europe”, ainda sem título em português) e Marysa Navarro (que hoje ocupa a cátedra Charles Collis de História em Dartmouth College, EUA, onde também exerce o cargo de diretora do Latin American, Latino and Caribbean Studies Program e já escreveu inúmeros artigos sobre o pensamento da direita na Argentina, mulher e o movimento operário, gênero e democratização, movimento feminista latino-americano e Eva Perón, sua perene paixão).

criado por girli_e    18:58 — Arquivado em: Sem categoria

:: O pOrQuÊ dO mEu AmOr PoR EvA parte II ::

 

(continuação…)

Tendo seu sonho concluído através de uma atitude responsável por mais tarde lhe render o título de prostituta (o primeiro dos muitos homens com os quais se relacionara, já era do meio artístico), é que as coisas passaram a funcionar conforme o seu planejado: chega a ter algum destaque como atriz - apesar de não ter maiores qualidades teatrais -, a sair em capas de revistas, a fazer o exórdio de um programa de rádio bastante popular e a atrair a atenção dos personagens mais influentes tanto do meio artístico, quanto do meio político. Enfim, conhece Perón pessoalmente. Inicia-se, desta forma, um dos romances mais políticos da história da América Latina.

 

Começa então, a história do mito admirável, cultural e de profundas raízes políticas e enorme força para milhões de argentinos: Eva Duarte de Perón, uma mulher forte e decidida; Eva Perón, primeira-dama; Evita, madre de los descamisados. E é dessa forma também, que começam a surgir as primeiras indagações: santa ou putana? Caridosa ou vingativa? Generosa ou ambiciosa?

Segundo Hector Nemirovsky, 63, argentino aposentado e presidente do Club Argentino de São Paulo, Eva era totalmente vingativa e ambiciosa. Compreendia o povo por ter sido o povo. “Aquele que alguma vez tenha lhe ajudado de uma maneira honesta, sobreviveu. Mas aqueles que alguma vez cobraram em espécie para ajudá-la a ser artista, ela não perdoou. Acabou com todos, sem dó nem piedade. Ela perseguia, pegava os bens; deixava na miséria…”, afirma o ex-engenheiro que vivenciou esta época juntamente com seus familiares, todos perseguidos por Perón. Apesar de ter sofrido diretamente com o Peronismo, ele não nega a força e as mudanças causadas na Argentina devido à atuação de Eva.

Tanto Hector quanto sua esposa, Alícia Nemirovsky, 63, têm a mesma opinião a respeito de Eva, e, quando perguntados do porquê haver tanta resistência de alguns argentinos para falar a respeito da ex-primeira-dama, dizem que não há resistência em falar dela, mas sim em falar bem dela. E ambos dão seus motivos para isso.

“Nunca fui muito religioso, mas ter minha casa marcada por uma estrela de Davi para identificá-la como uma casa de judeus e só ter me salvado porque Perón caiu, vai fazer com que eu não sinta um profundo amor pelo peronismo”, diz o presidente do Club.

Já Alícia diz que “antes de 1950, foi escrito “La razón de mi vida” [obra autobiográfica que se reduz à um relato apologista do peronismo em primeira-pessoa] . Era leitura obrigatória. Todo mundo na escola primária tinha estudar [o livro] uma hora todos os dias. Tínhamos que comprar e levá-lo todos os dias [à escola]”. Além disso, Alícia sofria por ter pais militantes no forte sindicalismo argentino, que foi sufocado e perseguido por Perón.

Além do casal, outro cidadão da República Argentina que se mostrou ferrenho opositor à Eva e Perón, mas que preferiu não entrar em detalhes devido à sua posição de diplomata foi Mariano Vergara, cônsul-adjunto do consulado da Argentina em São Paulo. Ao ouvir os nomes quando recebeu a proposta de entrevista, alterou seu tom receptivo de voz para um tom desconfiado e cheio de pudor, alegando não poder opinar a respeito de Eva por razões partidárias políticas e por ocupar um cargo de tamanha influência.

Eva Perón foi uma figura polêmica, e ainda exerce influência sobre a massa da população mais humilde da Argentina. Há os que a cultuam e os que a execram. E ambos os lados têm seus pretextos. Para o jornalista argentino Pedro Vilar, 66, que vive em Buenos Aires e faz caricaturas e desenhos nas ruas da capital para ajudar no orçamento, Eva fora uma mulher sensacional. “Para muitos, por ser atriz de teatro, era prostituta. Mas sua importância foi muito grande na política. Antes dela, as mulheres nem tinham direito ao voto, tinham que ser submissas aos seus maridos”.

criado por girli_e    18:56 — Arquivado em: Sem categoria

:: O pOrQuÊ dO mEu AmOr PoR EvA parte III ::

 

(continuando…)

Sem dúvida, Eva é um ícone de grande importância política e cultural em seu país; nunca foi, mesmo depois de morta, uma figura neutra. Sua imagem é inevitavelmente ligada ao movimento peronista feminino, ao populismo, às práticas políticas e empreendimentos realizados a favor da população carente (a Fundação de Ajuda Social María Eva Duarte de Perón, criou uma estrutura orgânica para a tarefa de assistência social que Evita vinha desenvolvendo desde 46). O antagonismo de sua extravagância com a pobreza de alguns grupos sociais que assistia, não a impedia de cativar a população. Mas ao mesmo tempo, criou por si só a imagem da mulher que usou Perón para chegar ao poder, odiada por militares e oligarcas; mulher que manipulava através de seus costumes e palavras.

Eva sempre chamou a atenção por suas façanhas e penteados; por seus discursos e jóias que usava; pela ousadia e Diors, Naletofs e Agostinos que compunham seu guarda-roupa. Dividia-se entre mostrar que era a favor dos pobres e, ao mesmo tempo, se satisfazia com o poder que tinha em suas mãos.

Amada e odiada, Evita, adoece por conta de uma leucemia. Após um período de agonia, falece aos 33 anos, exatamente às 20h25min do dia 26 de julho de 1952. Sua morte parou a República Argentina. A sociedade enfrentou um longo período de luto. Fotos suas substituíam imagens de santos em altares das casas. Virou santa logo após sua morte. Indicada, inclusive, à canonização. Durante 3 anos após sua morte – até a queda de Perón -, todos os dias, as rádios interrompiam suas programações às mesmas 20h25min de sua morte, para lembrar do momento em que Eva passara à imortalidade.

De acordo com todas as pesquisas feitas, livros, biografias, sites de internet, conversas e entrevistas com pessoas que conhecem muito ou pouco sobre o poderoso símbolo político do peronismo, chega-se à conclusão de que não se pode estabelecer um conceito definitivo sobre Eva Perón. Toda a sua curta história é marcada por meandros e detalhes únicos. Ela vem do nada e vai ao auge, atinge sonhos que nem a mais sonhadora das mentes poderia alvejar. Sabiamente usa o seu poder para atender aos que precisam, mas ao mesmo tempo não se priva de descarregar sua raiva sobre os que se opõe a ela ou a Perón. Somente sua influência é indiscutível. Isso se prova com três pontos turísticos que hoje estão diretamente ligados à sua imagem: o Museu Evita, que foi criado com o ideal de fazer um retrato histórico de sua vida, o cemitério da Recoleta, onde está a cripta da família, que recebe ainda hoje, visitas de gente do mundo todo, e a Casa Rosada, todos em Buenos Aires.

Mas nenhum desses lugares são indispensáveis para se guardar e resgatar a história de Eva Perón. O imaginário popular é a recordação mais forte e inexorável que existe. O museu, o cemitério, a Casa Rosada podem todos sumir um dia.

Feminilizada de uma forma bastante essencialista, loira, cabelos sempre presos de uma forma conservadora, porém atraente, traços delicados e ao mesmo tempo ameaçadores por causa do perigo que representava para los ricos, como chamava os poderosos, Evita, madre de los descamisados, sempre teve uma aura que mistura, de certa forma, a extravagância de uma atriz hollywoodiana e a força de uma operária, a doçura de um anjo e o poder e influência de um demônio. Mulher inesquecível.

A lembrança de Evita permanece até hoje. Não tem limites. Ainda mais pelo fato de que nenhum governo civil, até hoje, permitiu que o peronismo fosse esquecido.

A dicotomia ainda existe. E perdura. Não morrerá jamais.

 

criado por girli_e    18:54 — Arquivado em: Sem categoria

:: TiRo O mEu ChApéU… ::

 

… para Cristina Fernández de Kirchner, que assumiu hoje a presidência da Argentina.

 

Peronista (eu simplesmente admiro muito a história de Eva Perón…), MULHER, eleita pelo voto direto, a PRIMEIRA na história do país.

 

Para ela, eu estenderia um tapete vermelho por esta conquista.

 

Só espero que ela saiba fazer a parte dela e se superar. Que não seja uma "Luíza Erundina" da vida, que ganhou uma eleição pelo simples fato de ser mulher e se destacar por isso, mas que no final, não soube fazer PORRA nenhuma.

 

Que Cristina seja presidente, seja mulher e seja digna!

 

Pelo menos.

 

 

 

criado por girli_e    18:35 — Arquivado em: Sem categoria
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