:: MiL oLhArEs ::

desabafO. opiniãO. palavrA vÃ. idéiA. errO. acertO

10/12/07

:: O pOrQuÊ dO mEu AmOr PoR EvA parte I ::

*

AMADA E ODIADA, PORÉM INESQUECÍVEL: EVA PERÓN

O peronismo – que se iniciou na Argentina em 1943, quando Juan Domingo Perón participou do golpe militar - não pode ser julgado como simples movimento político. É mais que isso: é um modo de viver, governar, constituir uma nação, integrar o povo na sociedade. É populismo, nacionalismo, demagogia, corrupção, democracia social. Pode ser tudo e nada; tudo para alguns (principalmente para os argentinos e descendentes desses argentinos responsáveis pelo forte apoio que em 1946 elegeu Perón presidente: os descamisados) e nada para outros (aqueles que eram contra o regime peronista, como por exemplo, as oligarquias).

Além disso, o peronismo tem em seu cerne Juan e Eva Perón (impossível falar sobre o movimento sem citar seus fecundantes), que criaram a doutrina aliando ideologias antagônicas (dos grupos direitistas, de centro e de oposição), produzindo e eternizando seu modelo oligárquico-conjugal, deixando de lado a vida pública do Estado.

Perón, filho de família simples, escolheu a carreira militar para garantir uma esfera de atividade e um nível social acima do que sua família poderia lhe oferecer. No posto de presidente, foi um ditador mascarado de populista – foi o caudillo messiânico latino desde o terremoto de 45, na cidade de San Juan (quando conheceu de vista, a bela Eva Duarte, atriz que ajudava na Colecta Nacional, um festival que a comunidade artística realizava em benefício das vítimas do terremoto que havia destruído a cidade) até seus últimos dias no poder político.

María Eva Ibarguren, filha ilegítima de Juan Duarte (opulento proprietário de terras, marido de Estela Grisolía), com Doña Juana Ibarguren, (que havia sido literalmente comprada pelo Senhor Duarte, em troca de um jumento e uma carroça), nasceu em 7 de maio de 1919 em Los Toldos, província de Buenos Aires, onde viveu grande parte de sua infância. Após a morte de seu pai, a família se muda para a cidade de Junín. Desde essa época, María Eva já ambicionava ser famosa e ir à tão sonhada Buenos Aires, ou Big Apple, como ela costumava dizer – segundo uma das mais politizadas biografias já escritas sobre ela, “Eva Perón”, de Nicholas Fraser (jornalista britânico que já trabalhou para a BBC, the Times e Sunday Times de Londres e é o autor de livros como “Voice of Modern Hatred: Tracing the Rise of Neo Facism in Europe”, ainda sem título em português) e Marysa Navarro (que hoje ocupa a cátedra Charles Collis de História em Dartmouth College, EUA, onde também exerce o cargo de diretora do Latin American, Latino and Caribbean Studies Program e já escreveu inúmeros artigos sobre o pensamento da direita na Argentina, mulher e o movimento operário, gênero e democratização, movimento feminista latino-americano e Eva Perón, sua perene paixão).

criado por girli_e    18:58 — Arquivado em: Sem categoria

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://girlie.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.