28/5/08
:: VoLtEi e… SoU OuTrA ::
Sim…
Estou de volta.
De volta a este espaço, mas não sou mais a mesma. E nunca voltarei a ser.
Não sei se é bom ou ruim. Mas este não é o momento em que estou preocupada com isso. Tenho muitas outras coisas para me preocupar… Voltar a ter a minha vida somente minha novamente, por exemplo.
Eu sou uma mulher em milhões de pedaços agora. Me perdi e ainda não me encontrei. E não tenho a menor idéia de quando isso acontecerá… Antes, preciso curar a minha dor. As minhas dores.
Me defino como mulher cheia de dores e sem nenhuma emoção neste momento. E me espanto. Muito. Por isso disse ser outra…
Sou outra porque não sei onde estou e quem sou.
Sou outra porque assumi uma posição na minha vida que nunca foi minha, que não queria que fosse minha, que jamais imaginei ser minha um dia…
Sou outra porque assisto a filmes ou seriados que me fariam com certeza chorar rios de lágrimas há um tempo atrás, mas que agora não me fazem sentir a menor emoção. Me sinto feita de aço.
Sou outra porque não tenho mais o mesmo sono de antes e porque consigo acordar super cedo sem sofrimento. Geralmente porque nem cheguei a dormir…
Sou outra porque no meio desta multidão de amigos que tenho, de pessoas que me amam, me sinto só.
Sou outra porque tenho medo do que o amanhã me reserva.
Sou outra porque parece que neste momento tenho 100 anos a mais do que na verdade tenho. Não fisicamente. Na alma.
Sou outra porque me sinto indiferente com o mundo.
Sou outra porque não tenho mais prazer em devorar guloseimas, dipas, bebidinhas e afins.
Sou outra porque não sei neste momento o que é amar. E tudo que eu sempre fiz na minha vida toda foi amar. A torto e a direito. A tudo e a todos.
Sou outra porque estou aqui sem estar aqui de verdade.
Sou outra porque vivo um pesadelo.
Sou outra porque perdi o homem mais importante da minha vida. O homem que eu jamais imaginei poder perder. O meu melhor amigo, o meu guardião, meu “carinha”, meu “mano veio”, meu exemplo, meu suporte para a vida, meu roqueiro gostosão, meu lindão…
Meu pai.
Meu paizão, como eu o chamava sem vergonha.
Sou outra, porque pela primeiríssima vez na minha vida toda, não sei o que fazer e nem que caminho percorrer.
Sou outra.
Sou ninguém.

- eu, mamãe e paizão no nosso último natal juntos, dez/07 -
criado por girli_e
21:38 — Arquivado em: 

Eli, receba meu carinho, pois palavras não cabem.
Um beijo em seu coração e força!
Comentário por Kriz — 29 29UTC maio 29UTC 2008 @ 1:30