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19/6/08

:: ReDBeLt, a CoLeTiVa (HoTeL BLuE TrEe) ::

 

Promoção do longa de David Mamet sobre Jiu-Jitsu traz Rodrigo Santoro e Alice Braga de volta ao Brasil.

foto de Eliane Maciel - todos os direitos reservados

Quase uma hora após o combinado, duas figuras carismáticas e atraentes entram no salão do hotel Blue Tree, no Brooklyn, em São Paulo. Elas são Rodrigo Santoro e Alice Braga.

Bastante simpáticos, se dirigem ao grupo de jornalistas e fotógrafos que os aguardavam com a seguinte desculpa: “Não foi culpa nossa. Havia pombos na pista. A culpa é dos pombos!”. Este quebra-gelo faz com que todos liberassem as risadas que estavam enrustidas pela tensão do atraso, e permite que o início da sessão-perguntas se iniciasse em tom de descontração.

Trajando roupas bastante informais – jeans, camisa e tênis – Rodrigo Santoro, que apareceu bronzeadíssimo, se mostrou bastante espirituoso durante toda a coletiva que durou um pouco mais de uma hora. Já Alice Braga, como não poderia deixar de ser, em trajes sport-chic – calça alladin de alfaiataria, sapatos anabela vintage e baby-look branca – e maquiada, acompanha Rodrigo em suas piadas, mas se mantém mais reservada, mas não menos gentil.

Ambos, ao longo de todo o “bate-papo”, deixaram muito claro a admiração e respeito que têm em relação a David Mamet, aproveitando para desmistificar a figura tão popularmente conhecida do diretor, o “carrasco sem coração”. Alice defende que por causa da boa relação que David possuía com a equipe toda, o clima das filmagens era sempre “leve e bacana”. 

Rodrigo destaca que o diretor americano se envolveu neste projeto de Cinturão Vermelho exatamente pela paixão que possui em relação ao jiu-jitsu, arte marcial da qual é aluno há mais de 5 anos (revelou também que Mamet já é faixa-roxa na atividade, ou seja, “casca-grossa”, como salientou). E foi também por causa desta prática que Rodrigo disse ter sido atraído pelo filme: “Ouvi falar da produção justamente por causa da arte”. Ele também compara o jiu-jitsu com a yoga, atividade que ele disse praticar já há algum tempo.

Para compor seu personagem, Santoro disse ter estudado bastante, feito muito laboratório, viajado inclusive até Las Vegas para poder vivenciar este mundo mais de perto. Alice Braga confirmou também ter feito laboratório, mas se inscrevendo em algumas aulas de jiu-jitsu para poder entender melhor do que se tratava.

Alice revelou que, ao receber o roteiro para a produção, teve que se obrigar a ler mais do que duas vezes para poder absorver o sentido de tudo aquilo. Ela disse que David Mamet possui uma forma muito peculiar de transcrever suas idéias e pensamentos para o papel. “Ele escreve o roteiro de uma forma única. Escreve as falas dos personagens totalmente diferentes do que realmente nós temos que falar… É difícil dizer…”.

Quando perguntados do porquê da escolha do diretor desse universo brasileiro, com falas em português e trilha sonora brasileirinha, Alice Braga toma a frente e diz que o motivo é puramente o interesse e admiração que David Mamet tem em relação à cultura brasileira, ao universo latino, aos valores essenciais do indivíduo.

fotos de Eliane Maciel - todos os direitos reservados

Rodrigo complementa dizendo que tem percebido que o mercado está mais aberto também em encontrar atores bons e interessantes, que possam trazer uma qualidade especial ao papel, independente da nacionalidade. Alice finaliza afirmando que a cultura latina está muito forte e presente nos Estados Unidos e que isso atrai um público que tem interesse em se identificar com o que vão assistir.

Além da participação no filme Cinturão Vermelho, os atores falaram também sobre críticas, planos e projetos em andamento.

Quando perguntado a respeito do comentário de Walcyr Carrasco em seu blog, onde o escritor diz que Rodrigo, com todo seu talento, ganharia muito mais espaço se ficasse por terras brasileiras fazendo filmes, peças de teatro e novelas, chegando a compará-lo com Sônia Braga, inclusive, o ator se mostra compreensivo dizendo que respeita a opinião de todos, mas que em tudo o que faz é guiado pelas experiências, o que tem acrescentado muito conhecimento em sua jornada. Diz também que não pensa nos efeitos ou nas conseqüências, mas no aprendizado que ganhará com tudo isso. E acrescenta que mesmo assim, há inúmeros projetos para serem realizados no Brasil, dois deles inclusive ainda sem permissão para falar a respeito.

Alice foi bastante abordada a respeito da produção de Fernando Meireles, o filme baseado no romance de José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira” (Blindness). Em tom de brincadeira se mostrou chateada devido ao fato de seu colega Rodrigo Santoro ter perdido a estréia enquanto aguardava o atraso do seu vôo em um aeroporto de Londres. A atriz elogiou muito a produção e disse que é um trabalho que irá marcar cada indivíduo de forma diferente. Mostrou-se muito satisfeita com o longa. Além da produção de Blindness, Alice disse ter trabalhado em outras produções que estarão em cartaz somente em 2009.

 

fotos de Eliane Maciel - todos os direitos reservados

Rodrigo Santoro falou muito concisamente sobre o trabalho com Jim Carrey em “I love Philip Morris”, que ainda está em andamento e por isso não o permite divulgar detalhes.

Da mesma forma simpática e atenciosa com a qual chegaram ao salão do hotel, Rodrigo e Alice se despediram. Após deixarem o Blue Tree, ambos participariam de um bate-papo via FM, para todo o Brasil.

criado por girli_e    2:17 — Arquivado em: Sem categoria

:: CiNtUrÃo VeRmELho - ReDBeLt ::

 

Filme tenta colocar em cheque ética e moral. Mas não convence.

David Mamet, diretor e produtor de cinema e teatro, é amplamente conhecido no mundo artístico por suas características peculiares de diretor durão, prático, que se destaca pela unicidade dos diálogos desenvolvidos em seus filmes e pela ousadia em suas narrativas – tanto em longas quanto no teatro. Um excelente exemplo é o filme “O Veredito”, da década de 1980, além de inúmeros romances publicados por ele, onde as mesmas características podem ser observadas.

Cinturão Vermelho (Redbelt/2008), sua última produção a ser exibida nas salas de cinema nacionais a partir do dia 20 de junho, teria tudo para dar certo - pelo menos na visão do público brasileiro, que se empolga com o fato de haver duas grandes estrelas “nossas” (Rodrigo Santoro e Alice Braga) atuando em solo americano.

Mas não. O filme não dá certo e nem empolga. Faz rir – mesmo que não intencionalmente. E não emociona - apesar da sutil percepção que podemos ter de que muito provavelmente, ele fora feito para causar emoções na audiência, nem que fosse um pouquinho. Em vão.

Rodado em ambientes que se dividem entre cores pálidas e quentes, o longa-metragem de David Mamet lembra em muitos momentos o formato de filmagem de “Cidade Baixa” (filme de Sérgio Machado, que foi lançado em 2005 e que conta com a participação de Alice Braga, Lázaro Ramos e Wagner Moura). Em outros momentos, nos faz pensar ser somente um filme nacional de baixo orçamento.

"Redbelt" conta a história de um professor de Jiu-Jitsu, Mike Terry (Chiwetel Ejiofor), que é também o proprietário de uma academia especializada no ensinamento da arte marcial, localizada no west side de Los Angeles.

Terry, que é casado com a brasileira Sondra (Alice Braga), mulher determinada, independente e responsável pela renda principal da casa, é um discípulo que defende ferozmente a moral e o código de honra que envolvem a história do Jiu-Jitsu – muitas vezes de uma forma puritana e até ingênua, se comparado aos homens de negócios que estão por trás de todos os acontecimentos públicos que promovem as competições – entre eles Bruno Silva (Rodrigo Santoro), irmão de sua esposa.

Após se envolver inusitadamente numa trama repleta de intriga, traições e inverdades e num mundo onde se defende a questão de que “somente quem não tem família para sustentar é que pode ser honesto”, Mike Terry decide, por honra e necessidade financeira, se inscrever num torneio de vale-tudo, onde grandes nomes das artes marciais estarão presentes. E é exatamente neste momento em que ele se coloca à prova de todas as suas frustrações. Mas não da forma que a gente espera. Não como espectador.

No que parece ser o clímax do filme, há espaço apenas para grandes buracos na história, deixando diálogos perdidos no ar, situações inacabadas e cenas em que detalhes seriam cruciais para o complemento da fórmula, mas que não acontecem. Quem espera grandes lutas, momentos de completo êxtase com artes marciais e muita ação, comprou o peixe errado. E a certeza vem no final – algo entre forçado, esperado e cômico.

A criação de David Mamet não passa de um drama mal elaborado na visão de quem esperava um algo a mais. Mas não há somente elementos ruins. A trama, honestamente, não merece galanteios. Mas há o que se salva: uma trilha sonora bem brasileirinha, atuações grandiosas de Chiwetel Ejiofor e Tim Allen, a satisfação da beleza, do carisma e do poder artístico de Alice Braga, que parece ter vindo para arrasar, e o rostinho bonito mas ordinário de Rodrigo Santoro, encarnado em um personagem de caráter bastante duvidoso, mostrando, mesmo que sutilmente, que ele merece a atenção que possui.

Assim sendo, é inegável dizer que há o que vale a pena nesta produção. Nem que seja para confrontar críticas que vão surgir ao redor do globo. Mas as expectativas não devem ser altas – ou isso causará um grande mal à saúde cultural de quem se dispor a acompanhar as quase duas horas da narrativa de Mamet. Duas horas que poderiam ser reduzidas facilmente pela metade.

foto de Eliane Maciel - todos os direitos reservados

criado por girli_e    2:01 — Arquivado em: Sem categoria

:: Ó QuAnTo RiSo Ó qUaNtA aLeGriA ::

 

Em tempos de risadas escassas e motivações desmotivadoras, eis cilícios da idiotice humana que valem a pena de verdade. Exatamente por serem tão ridículos a ponto de serem extremanete criativos e cheios de conteúdo.

Antagônico, não?!

Pois bem… Confira e diga se não tenho razão:

 

criado por girli_e    1:49 — Arquivado em: Sem categoria
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