:: MiL oLhArEs ::

desabafO. opiniãO. palavrA vÃ. idéiA. errO. acertO

13/6/08

:: Y Do I LiKe PubLiC TrAnSpOrTaTiOn? ::

 

Transporte público é uma tristeza? É caos? É multidão? É ônibus com janelas fechadas e embaçadas com o ar da respiração das pessoas em dias mais frios? É cheiro bom (?!) e ruim? É uma encoxação e esfrega-esfrega sem fim? É gente mal-educada e mal-humorada? É gente que senta nos assentos reservados e não se levanta para dar lugar à mulheres grávidas, portando crianças de colo, obesos, idosos e deficientes? É gente sendo cuspida pelas janelas logo às 05h45 da manhã? É sujeira? É caro? É demorado? É um pé no saco se comparado ao conforto do seu carro, do seu radinho que agora vem com entrada USB e tocador de MP3?

Sim, sim, sim, sim…. E mais 9 sins!!!!

Mas…. apesar de ser tudo isso, eu GOSTO! Gosto mesmo. E vou explicar o porquê.

É óbvio que eu não curto nenhuma dessas particularidades de transportes públicos que mencionei acima…

… mas eu tenho que admitir (e admito!) que eu prefiro mil vezes um ônibus à dirigir o meu carro para chegar aos destinos que me aguardam. Mas alto lá!

Minha preferência tem a ver com:

- ônibus vazios (ou cheios que seja, desde que eu esteja sentada e que não tenha que me amassar toda para sair…);

- janelas abertas para o ar circular, P-O-R F-A-V-O-R (eu poderia vomitar sentindo o cheiro daquele ar preso… Quantas vezes eu já desci do coletivo por causa de janelas fechadas? Muitas!);

- cheiros bons (ou cheiros neutros, cheiros de nada).

E isso tudo porque eu amo ler enquanto estou lá, sentada, cercada de outros assentos e pessoas diferentes. Quantos e quantos livros, revistas, artigos etc etc etc eu já li em ônibus, lotações e metrôs? Coloco minha leitura em dia fácil, fácil.

Adoro observar também. Observo detalhadamente todo indivíduo que meus olhos alcançam dentro e fora dos transportes públicos. Roupas, linguagem oral e corporal, manias, impressões etc. Me divirto muito fazendo “Certo e Errado”/”Do’s and Don’ts” (de revistas de moda femininas) na minha cabeça, julgando sem dó nem piedade as combinações que me aparecem (mas também sou muito generosa quando alguém se “monta” a meu gosto – e a gosto das regras reais ditadas pela moda universal).

O ambiente e a atmosfera que envolvem transportes públicos (que se encaixam nas minhas preferências, deixe-me salientar) me fazem relaxar absurdamente. Se estou com o meu MP3 carregado nos meus ouvidos então…. Paraíso! Fico lá, sentada, com os fones de ouvido e coloco minha mente para trabalhar. Para cada música que toca sou a intérprete, e cada melodia já possui em minha cabeça a coreografia, o local para as minhas apresentações e o público convidado especialmente por mim. Tudo divertidíssimo, super sexy, inusitado e valioso. Quem vai não se arrepende e pede bis! rs…

Os bancos do coletivo também tomam lugar da minha cama ou do sofá lá de casa. Durmo mesmo! E a soneca tirada dentro de um quatro-rodas comunitário não há igual. É única. E eu nem sei bem o porquê. Simplesmente é.

Eu sei que já vivenciei situações desastrosas dentro ou saindo de dentro de transportes públicos… Sim. Tombos homéricos (no chão do coletivo, no colo de outros usuários, na saída, enquanto descia as escadas etc etc etc…), vergonhas enrubescedoras e histórias para uma vida. Mas… Nada disso (sim, sei que sou forte por vezes…) me abalou tanto a ponto de mudar a minha opinião e me transformar em mais uma daquelas pessoas mesquinhas consigo mesmas que dizem nunca andar de ônibus, metrôs e afins… E deixar de aproveitar tudo isso para sempre? Não. Não é para mim. Com carro ou sem carro, minha opinião permanecerá.

A não ser que algum dia o nosso transporte público chegue à semelhança dos TP indianos… Alguém já viu?! Se bem que…. estando na índia como turista algum dia, este VAI definitivamente ser um dos meus passeios. E registrarei.

Só.

criado por girli_e    16:12 — Arquivado em: Sem categoria

11/6/08

:: ThE nEw Me ::

 

Am I actually having a hand-in-the-sand attitude?!

 

Am I?!

Am I?!

 

criado por girli_e    21:31 — Arquivado em: Sem categoria

:: CiNtUrÃo VeRmELhO – parte I ::

 

Não. Eu não quero me gabar. Longe de mim. Mas agora eu quero.

O quê? O que é que eu quero? Me gabar, oras… Sei que não sou disso, mas neste momento não tenho uma escolha mais altruísta, sorry…

Quem é que não ouviu o burburinho a respeito do nosso hollywoodiano e já quase universal Rodrigo Santoro assim como da nossa mega-to-be-very-very-soon estrela internacional Alice Braga??? Como não?!

São duas figuras ilustríssimas e brasileiríssimas juntas no longa de David Mamet (assovios da platéia!!!!!!!!!) que estréia neste próximo dia 20 nos nossos cinemas. O nome adaptado? “Cinturão Vermelho”. É, pois é… Nem tão “adaptado” assim.

Mas e a questão do GABAR? Calma. Vou falar. Lá vai:

- vou fazer a cabine do filme (para quem não está familiarizado com o termo, “cabine” é quando a produtora antecipa o filme a jornalistas, críticos e insiders do mundo cultural e cinéfilo antes da estréia da película ao público). Sim, eu vou. E não é só.

- vou participar da coletiva na Sony Pictures com o pessoal do filme. Que pessoal? Rodrigo Santoro e Alice Braga, meu bem! Rs…. Pois é. Me gabo.

E por enquanto é só. Depois volto para me gabar mais um pouco. Mas comedida. Eu não sou uma show-off. Sou apenas uma reles mortal aficionada por cultura, moda, cinema, línguas, fotografia, gibis do Maurício de Souza e afins que está curtindo uma oportunidade bacaninha.

Só isso.

Hehehe.

fim…

 

criado por girli_e    21:15 — Arquivado em: Sem categoria

8/6/08

:: He SaYs WhAt I fEeL… ::

 

Love is a Fire,

Burns down all that it Sees…

Burns down Everything,

Everything you Think.

Will burn everything you Say.

 

Is this all we Get

For our Lives?

Is love only sweeter

When one of US dies?

 

Then I knew

that

OUR

love

WAS…

Just a Car Crash Away!

criado por girli_e    21:34 — Arquivado em: Sem categoria

:: QuEm… qUeM??? ::

 

QUEM É QUE AINDA ACHA QUE MEIAS BRANCAS E SAPATOS SOCIAIS PRETOS COMBINAM?

MEUS DEUS, QUEM???

 

- só M.J há muito tempo atrás e olha lá! -

criado por girli_e    21:11 — Arquivado em: Sem categoria

:: ImAgEnS dO aLéM ::

 

Terror asiático continua assustando. Ou somos nós tão vulneráveis? 

 

Grotesco. Por mais contraditório que seja este tema, existe mundo afora uma gigantesca legião de fãs do terror, do macabro, do sobre-natural e do fantástico, sedentos por produções – sejam elas literárias ou cinematográficas – que variam desde a melhor trama e efeitos de todos os tempos (mesmo que estes efeitos sejam “puramente” psicológicos) até o mais absurdo do trash (um bom exemplo seria citar “Planeta Terror”, de Robert Rodriguez, que assume, com orgulho, ser trash).

Dentre todas as produções mais populares nos últimos anos, o cinema de terror asiático está entre os mais cotados, fascinando o mundo desde 2002. E não somente por causa do público fiel. Hollywood também é um dos responsáveis por esse boom – já que desde então realiza remakes de filmes do tipo. Entre os mais conhecidos está “O Chamado (The Ring/2002)”, de Gore Verbinski, com Naomi Watts, sucesso de bilheteria.

Peter Tsi, diretor do festival internacional de Filmes de Hong Kong, afirmou algum tempo atrás que o sucesso do cinema asiático se dá devido à falta de criatividade e idéias revolucionárias da indústria americana – e, realmente, dos últimos lançamentos de películas assustadoras, a maior porcentagem de sucesso vem do oriente, resultados de refilmagens ou não.

Um exemplo em prol desta afirmação é o lançamento de “Imagens do Além (Shutter)/2008”, de Masayuki Ochiai, que aconteceu nos EUA em março e que estréia no Brasil a partir do dia 11 de abril. “Imagens do Além” é uma refilmagem do assustador e mais bem-sucedido filme asiático de terror de 2004, o tailandês “Espíritos – A Morte está ao seu Lado (Shutter)”. “Espíritos” faturou mais de 6 milhões e atraiu mais de 800 mil pessoas aos cinemas brasileiros. E, exatamente por isso, “Imagens do Além” gera uma grande expectativa ao seu redor.

De fato, o remake de “Espíritos” não deixa a desejar. A produção é realmente boa, o enredo com cenas aterrorizantes, assim como no original, se mantém e um elenco genuinamente mundial (Joshua Jackson, canadense; Rachael Taylor, australiana; John Hensley, americano; James Kyson Lee, coreano; Maya Hazen, japonesa) faz a diferença.

Na tela, Joshua Jackson e Rachael Taylor atuam como os recém-casados Ben e Jane que vão se mudar dos EUA, mais precisamente Brooklyn (N.Y), para o Japão, onde reside um dos clientes mais importantes de Ben, um fotógrafo em ascensão que domina o idioma oriental. O casal decide, porém, adiantar a viagem a fim de desfrutar alguns dias de sua lua-de-mel no novo país.

Os problemas do casal começam durante um acidente de carro que sofrem, já em território japonês, onde pensam ter atropelado uma garota que estava no meio da estrada. Dias mais tarde, ainda com flashs do acidente e da garota em sua memória, Jane decide se ocupar com as fotos da lua-de-mel. E é exatamente a partir deste momento em que a trama se desenvolve. Manchas brancas em todas as fotos em que estão juntos chamam a atenção de Seiko, assistente de Ben, que diz ter certeza que as manchas são influências de energias de pessoas que já morreram e que os acompanham e sugere um encontro entre Jane e um ex-namorado seu, editor de uma revista especializada em fotos de fenômenos espirituais, para mais detalhes e informações sobre o evento.

O desenrolar da história é capaz de tirar o fôlego do espectador, com surpresas mórbidas tanto do mundo real quanto do mundo dos espíritos, e mesmo quem já sabe o final por ter assistido o original tailandês, é acometido por sustos e por uma sensação de desconforto contínuo a partir das explicações dos acontecimentos que envolvem Ben e Jane até o final do filme.

E é exatamente aí que está escondida a fórmula para tanto sucesso de seu primeiro – e muito provavelmente de sua refilmagem: a “moral” da trama influencia os crentes e deixa uma suspeita e medo no ar para aqueles que não acreditam em “vida após a morte”. Desta forma, o impacto depende muito de como, no mundo de hoje, enxergamos os fatos paranormais.

Vale a pena assistir. Vale a pena questionar. A única sugestão é encarar os 85 minutos (sim, a duração é extremamente respeitosa) de filme como simplesmente uma mera produção sobre vingança que serve para causar medo. Ou os pensamentos de comparação com a realidade vão assombrar qualquer um debaixo dos lençóis à noite. Garantidamente.

 

criado por girli_e    21:04 — Arquivado em: Sem categoria
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