Quem me conhece sabe do meu interesse, admiração e curiosidade por José Mojica Marins, o criador do eterno personagem "Zé do Caixão". E não estou sozinha… Há uma multidão que compartilha a mesma devoção ao cineasta… No Brasil e fora dele (os admiradores de "Coffin Joe", como é conhecido).
Desde que conheci Mojica pessoalmente - ele participou do documentário que produzi com duas pessoas muito especiais - Ivan e Tiago, para ser apresentado como o Trabalho de Conclusão de Faculdade, não consegui resistir ao seu encanto de mestre do terror.
Mojica fez com que a gente sentisse desde "falta de ar" e "êxtase" com tudo o que tinha para falar na entrevista que nos concedeu (maravilhosa!), até inúmeras e infinitas gargalhadas por situações diversas… Marco histórico em nossas vidas…

- Tiago, Mojica, Eli e Ivan -
Não consegui ainda o prazer de assitir a todos os seus filmes (sou sincera quando digo que só não tenho interesse pelos filmes de sexo explícito que ele produziu numa época difícil em que precisava ganhar dinheiro e o mercado havia virado as coisas para ele…). Mas sou orgulhosa de exibir entre minhas posses, uma box com 06 títulos de obras suas, sou orgulhosa de dizer também que estive no bate-papo com ele, Fabiano Gullane e Dennison Ramalho (produtor e roteirista) durante a última Mostra de Cinema que aconteceu em São Paulo, para promover o tão esperado "Encarnação do Demônio", filme que encerra a trilogia dos clássicos “À meia-noite levarei sua alma” (de 1964) e “Esta noite encarnarei no teu cadáver” (de 1967).

- Tiago, Mojica e Eli, no CineBombril -
E MAIS orgulhosa ainda estou por ter assitido em primeira mão, o próprio, o agora-finalizado, a obra-prima que é "ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO" (com estréia prevista para 08 de agosto dos cinemas brasileiros) e TAMBÉM ter participado da coletiva que aconteceu no CineSesc, nesta segunda-feira, com Mojica, ao lado de Paulo Sacramento e irmãos Gullane (produtores), Milhem Cortaz (ator que fez o capitão Fábio em “Tropa de Elite”) e Tito Liberato (representante da FOX FILM do Brasil).
O que posso dizer por enquanto é que o filme é grandioso, é bem-humorado (cla-ro! Estamos falando de José Mojica Marins!!!) e é capaz de chocar e provocar arrepios e mal-estar nos mais corajosos, com suas cenas de tortura e canibalismo…
O filme será um marco.
Acho que não tenho mais nada a dizer. Não por enquanto…

- Milhem Cortaz, Mojica, Paulo Sacramento e irmãos Gullane na coletiva -