:: MiL oLhArEs ::

desabafO. opiniãO. palavrA vÃ. idéiA. errO. acertO

30/8/08

:: Eu QuErO!!! ::

 

Juro que eu faria essa coleção de LEGO sem pesares para o meu bolso!

   

E ainda por cima, adicionaria Uma Thurman em KILL BILL, Laura Palmer em TWIN PEAKS, "Zé do Caixão", Angelina Jolie como Lara Croft ou como Fox, Manson em "Jawbreaker", Jason, Fred, Alien, Predador, Johnny Depp em Edward Mãos de Tesoura, Zé Pequeno em Cidade de Deus, Franka Potente em Corra, Lola, Corra, Malcom McDowell em Laranja Mecânica, Cameron Diaz em Quem vai Ficar com Mary?, Jake Gyllenhaal em Donnie Darko (com o coelho, é claro!), Madonna em Evita e em Quem é essa Garota?, Glenn Close em Atração Fatal e váááários outros personagens………..

criado por girli_e    22:25 — Arquivado em: Sem categoria

:: LiVrOs ReCeNtEs ::

 

Nos últimos meses, me dei ao prazer de ler:

- Violetas na Janela (Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho);

- Sex and the City (Candance Bushnell);

- The Five People You Meet in Heaven (Mitch Albom);

- O Segredo (Rhonda Byrne);

- Em Águas Profundas (David Lynch);

- Cazuza - Só as Mães são Felizes (Lucinha Araújo);

- Marley & Eu (John Grogan);

- As Tiras Clássicas vol. 1 e 2 da Turma da Mônica - edição de colecionador!!! (Maurício de Souza).

– leiturinhas fáceis, pois o que tenho precisado é realmente relaxar meu cérebro. Mas já já volto mais à ativa. Não posso deixer meu cérebro derreter, rs… –

criado por girli_e    21:28 — Arquivado em: Sem categoria

:: ThE FoUrTh LeSsOn ::

 

She took his hands. "No, you didn’t. I was right here. And you loved me anyway.

"Lost love is still love, Eddie. It takes a different form, that’s all. You can’t see their smile or bring them food or tousle their hair or move them around a dance floor. But when those senses weaken, another heightens. Memory. Memory becomes your partner. You nurture it. You hold it. You dance with it.

"Life has to end," she said. "Love doesn’t."

– a melhor parte do livro que acabei de ler. "The Five People You Meet in Heaven", de Mitch Albom.

criado por girli_e    19:37 — Arquivado em: Sem categoria

21/8/08

:: MeU qUeRiDãO… ::

 

Meu queridão, fazendo suas caras e bocas em fotos, como AMAVA fazer sempre!!!

E a sua "din-din" queridona, para variar, desde bebê, já aprontando…

Saudade. Que aperta. Que destrói. Que reconstrói. Que dói.

"… aqui, um regato

corria sereno,

por margens cobertas

de flores e feno.

à esquerda se erguia

um bosque fechado;

e o tempo apressado,

que nada respeita,

já tudo mudou…"

criado por girli_e    20:02 — Arquivado em: Sem categoria

:: AtÉ tU, BrUtUs?! ::

 

Nos últimos dias eu tive inúmeras supresas… Boas e ruins (as ruins nem foram tão ruins assim, vai!).

E dentre elas, me surpreendi com carinhos, declarações, atitudes e lágrimas de pessoas das quais JAMAIS imaginaria… E nesse redemoinho todo, me peguei pensando: "Sim, oh sim, darling… Os brutos também amam…".

Não só amam, como choram,  são carinhosos,  sensíveis e bem-humorados até! (rs…)

Em alguns momentos tive, inclusive, que me policiar para não ficar "fitando" a atitude alheia, para não deixar ninguém encabulado ou imaginando que sou uma pessoa indelicada… Ou até para não acabar com o momento "ternura" que em minha mente jamais seria sequer possível…

Sim. Estou realmente surpresa. E diria, até, "speechless".

 

criado por girli_e    19:38 — Arquivado em: Sem categoria

9/8/08

:: DaViD LyNcH nO bRaSiL ::

 

Para quem acompanha meus textos no site da BR Press (http://www.brpress.net/noticias.asp?cod=11983) ou neste espaço "batizado" de MIL OLHARES, não é segredo a minha grande paixão por David Lynch.

Maior ainda esta paixão se tornou quando eu tive a oportunidade de…

… conhecê-lo pessoalmente, apertar sua mão dizendo "you’re the best!", ter seu livro autografado  e assitir à palestra que deu em São Paulo.

(suspiro…)

criado por girli_e    23:24 — Arquivado em: Sem categoria

:: MaiS Um… ::

 

Para o texto sobre a coletiva de ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, há duas opções:

1. Neste blog que vos escreve, em posts encontrados logo a seguir;

2. No site da BR Press (http://www.brpress.net/noticias.asp?cod=12979).

 

criado por girli_e    22:54 — Arquivado em: Sem categoria

2/8/08

:: CuRiOsiDaDeS De EnCaRnAçÃo Do DeMôNiO ::

 

• O filme ganhou sete prêmios no Festival de Paulínia de Cinema (cidade localizada no interior do Estado de São Paulo), nas categorias de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Prêmio da Crítica;

• Mojica sentou com o público na sala de exibição para poder ver a reação das pessoas, para saber se reagiriam do jeito que ele esperava;

• Ao saber do primeiro prêmio que ganhara no Festival de Paulínia, José Mojica Marins achou que estivesse ganhando um prêmio de “consolação”;

• Ele selecionou as mulheres de “Encarnação” através de testes psicológicos “fortes” para saber se seriam merecedoras de seus papéis (cenas com os bichos, por exemplo). Mojica disse “comentei que precisava fazer cenas de nudez. Aquela que tirou a roupa primeiro e não se importou, foi chamada”;

• Tito Liberato, da FOX FILM do Brasil, diz que distribuir um filme de terror deste porte em mercado nacional, é uma honra, e este filme deixará uma marca;

• 50 ou 60 serão os números de cópias distribuídas para lançamento em território nacional, mas somente após o lançamento no Brasil é que serão conversadas as possibilidades do filme ir para terras estrangeiras;

• “Já existem parceiros internacionais interessados na obra”, garantem os irmãos Gullane;

• Foram usados mais de 3 mil litros de sangue cenográfico nas filmagens;

• Entre as cenas mais impactantes estão a de um porco morto e estripado, de onde uma mulher sai de dentro, coberta de sangue; a da tortura com rato e o queijo derretido; das suspensões; da boca e dos olhos costurados; do canibalismo de Hilda; escalpelamentos;

• Mojica afirma que ter filme lançado e distribuído pela FOX é um sonho;

• Quando perguntado sobre a influencia de outros filmes de terror no início de sua carreira, Mojica diz que o primeiro filme de terror da sua vida, foi um filme sobre doenças venéreas. Ele tinha quatro anos de idade e morava nos fundos de um cinema com seus pais. Fora chamado por um dos funcionários do cinema para ajudar, quando passou pela sala escura e viu ampliada uma vagina com gonorréia. Ele garante que foi o filme de terror mais assustador da sua vida, que lhe garantiu pesadelos e o primeiro passo para trabalhar na área;

• Milhem Cortaz disse que o cinema brasileiro devia este filme ao cineasta José Mojica Marins;

• O orçamento do filme foi de R$1,8milhão;

• Um dos maiores especialistas em horror do Brasil, Carlos Primati, além de fazer uma ponta no filme, colaborou com a escolha da trilha sonora e estava sempre presente com suas sugestões, pois é amigo de Dennison Ramalho e José Mojica;

• A trilha sonora merece atenção.

criado por girli_e    19:16 — Arquivado em: Sem categoria

:: A CoLeTiVa De EnCaRnAçÃo Do DeMôNiO parte I ::

 

Sentado na mesa longa que acomodaria os 06 integrantes (dentre eles Tito Liberato, representante da FOX FILM do Brasil; Milhem Cortaz, ator; Paulo Sacramento, Caio e Fabiano Gullane, produtores) a participarem da coletiva de imprensa, cabeça baixa e pensativo, vestindo camisa social laranja, unhas surpreendentemente curtas (com exceção da unha do dedão da mão esquerda), óculos de grau, cabelos (os que restam) e barba grisalhos, o famoso anel em forma de caixão e 72 anos de sabedoria, lá estava ele, o mestre do terror nacional.

José Mojica Marins, cineasta, ator, produtor, diretor e garoto-propaganda (fez um comercial para a NET Filmes anos atrás) parece um senhor recatado sentado ali, concentrado sabe-se lá em quê. Mas é só chegar a hora de começar a falar que tudo muda – “deixa todo mundo se apresentar e falar primeiro, porque se eu começar, ninguém mais fala”, diz. A descontração e o jeito espirituoso e bem-humorado do criador do personagem “Zé do Caixão” deixa todos à vontade e provoca risadas inspiradas a cada deboche. Ele cativa desde já. E não causa medo.

Após a apresentação dos seus companheiros da jornada final da trilogia que iniciou com em 1964 com o clássico “À meia-noite levarei sua alma” e que continuou em 1967 com “Esta noite encarnarei no teu cadáver”, Mojica encontrou a chance de expor a satisfação e o orgulho visíveis resultantes de sua mais recente, porém bastante antiga, produção. Antagônico? Sim! Totalmente “Mojica”.

Embevecido pelos elogios de Milhem Cortaz (“Não consigo descrever o enorme prazer de ter sido parte disso tudo, de ter trabalhado ao lado deste homem [José Mojica]”), de Paulo Sacramento (“Um filme em que há um feliz encontro de gerações, a lição de trabalhar com um mestre desses…”), de Tito Liberato e dos irmãos Gullane, o cineasta não se poupou de palavras, narrou experiências que aconteceram durante a produção do longa e durante outros momentos da sua vida enquanto tentava, insaciável, buscar meios para produzir o último filme da trilogia, falou da liberdade que teve pela primeira vez, de trabalhar sem censura ou restrições, da surpresa em terem que respeitar a carga horária diária de 8 horas de filmagens (“Justo no calor da cena, eles gritaram ‘corta!’ e eu gritei ‘o que é isto?’ – eu não estava acostumado com isso, assim como não estava acostumado a ver que cada um receberia uma marmitex individual na hora do almoço. Na minha época de filmagens, era cada um com seu próprio sanduíche de mortadela”), da seleção do elenco e do trabalho em conjunto com seus colegas presentes.

Usando o termo “fita” a todo o momento para se referir ao filme e às filmagens, José Mojica lembra da censura que fez com que ele alterasse a última frase que seu personagem “Zé do Caixão” falava, ao se afogar no lago, no final do segundo filme (final da década de 1960), de “Eu não acredito [na salvação por Cristo]!” para “Eu acredito!”, além de ter sido obrigado a incluir ao final da cena uma música sacra – caso contrário, a “fita” não seria liberada. Ele comenta também da primeira vez que obteve apoio para a continuação e finalização da saga de Josefel Zanatas, em 1967, quando tudo parecia correr bem para que o filme fosse produzido.

Para conseguir uma ajuda extra dos censores da época e impedir que seu trabalho fosse censurado pela ditadura, Mojica diz que freqüentava bailes com generais e se aproximava de seus filhos ou filhas para fazer amizade e conquistar, desta forma, o “exército”, tentando proteger suas criações.

No final da década de 1960, foi exigido do cineasta que ele alterasse o título de “Encarnação do Demônio”, o último filme da trilogia. Caso ele insistisse, assim que a obra ficasse pronta, seria queimada. Por não querer alterar sua essência, o filme foi interrompido por um tempo, até que, segundo o criador do “Zé do Caixão”, um americano chamado “Jaime-sei-lá-o-quê” se interessou pelas obras dele, após ter assistido a alguns de seus filmes e, “como americano podia tudo naquela época”, o filme foi liberado e a produção de “Encarnação” daria início em 1979. Mas não foi desta vez, novamente. O produtor “gringo” teve câncer e faleceu, não possibilitando a “fita” do mestre de se tornar real.

Neste meio tempo, conta José Mojica Marins, teve que fazer inúmeros trabalhos para sobreviver (daí a origem de seus filmes de sexo explícito), e de tempo em tempo, o roteiro de “Encarnação” ia sendo modificado. Até que ele conheceu Augusto de Cervantes, se animou, achando que seria a hora de finalmente lançar a conclusão da saga de seu personagem, mas mais uma vez, nada deu certo. Cervantes também faleceu e segundo Mojica, “ele era solteiro, sem esposa nenhuma, sem filhos, sem sócios, sem ninguém que pudesse assumir o investimento por ele e realizar a minha fita”. Mais um investidor que enfrentou a fatalidade do destino, deixando a produção do filme abandonada.

JMM continua sua narrativa dizendo que entrou na década de 1990 realizando as “Noites do Terror” do Playcenter – antigo e popular parque de diversões temático na zona oeste da cidade de São Paulo, participando de vídeo-clipes de bandas de rock – tudo pela sobrevivência.

E foi também nesta época que ele conheceu Ivan, que surgiu interessado em investir no longa, mudou o roteiro mais uma vez, “chegou a todo vapor”. “E desta vez”, disse JMM, “acreditei que realmente fosse dar certo. Mas tive que saber primeiro se Ivan tinha dinheiro, porque sem dinheiro, não dava”. E ele tinha. Então o momento estava propício – dinheiro existia e o livro “Maldito: a Vida e o Cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão”, de Ivan Finotti e André Barcisnki, “já estava na praça”. Tudo acontecendo no final do ano de 1998. “Após muito tempo sem dinheiro, consegui comprar um terno de linho, branco. E esta era a oportunidade de usar. Organizaram um almoço para comemorarmos que tudo ia finalmente acontecer. Coloquei meu terno e estava para sair de casa quando me ligaram dizendo, ‘então, Zé… Sabe o almoço? Pois é. Virou velório. Ivan acaba de falecer. Morreu de emoção". Troquei de terno. Tive que colocar um preto para ir no enterro. Mais uma vez seria impossível realizar o sonho”.

Deixando todos impactados com tantas mortes cercando a produção de “Encarnação do Demônio”, é impossível deixar de remeter a morte do ator Jece Valadão com a produção (o ator faleceu em decorrência de insuficiência respiratória, em novembro de 2006, ao final das gravações do filme). Lei da atração? Azar? Poltergeist? Enfim… É “Zé do Caixão”.

criado por girli_e    19:11 — Arquivado em: Sem categoria

:: A CoLeTiVa De EnCaRnAçÃo Do DeMôNiO parte II ::

 

JMM prossegue contando que seguiu sua vida com a escolinha de cinema, fazendo “negócios em vídeo”, pois “é só isso que eu sabia e sei fazer na minha vida”, complementa.

Parecia que o fim havia chegado, que “Encarnação” não aconteceria. Afinal, décadas já tinham se passado. JMM fez um comercial para a televisão (NET Filmes), “só pelo prazer de atuar, estar de frente à câmera e ver aquele microfone acima da minha cabeça para captar a minha voz”. Após um tempo, foi quando veio o telefonema do roteirista Dennison Ramalho, que queria apresentar o Paulo Sacramento para o Mojica e discutir a possibilidade de fazer terror juntos. Mas até então “nada de comentarem do filme”. Foi aí que Mojica sugeriu e eles acataram a idéia. O filho de JMM, que é advogado, deu todo o apoio para ele aceitar a proposta, Dennison trouxe até ele um roteiro pequeno em formato de Bíblia com HQ. Êxtase.

Após muita persistência, receberam uma verba de R$500mil. JMM diz que saiu da sala de reuniões e renasceu, acreditando, pela última vez, que era a hora de tudo dar certo. Receberam o prêmio do presidente Lula, do edital para filmes de baixo orçamento, foram ao Rio de Janeiro, ganharam mais verba, tiveram então uma reunião com os irmãos Gullane e tudo começou, de fato, a acontecer.

“O roteiro foi mudado nove vezes em nove meses, resultando no que hoje é o ‘Encarnação’ de verdade. Pela primeira vez na minha vida, tive carta branca para trabalhar com a equipe que eu escolhesse, com os atores, figurantes, técnicos que eu quisesse”, disse José Mojica Marins. E o sonho tornava realidade. Ele mesmo diz que quando tomou a frente das filmagens e fez tudo acontecer, sua vitalidade retornou.

“Pedi gente esquisita, apareceram. Pedi gente feia, vieram. Quis um cara que costurasse a boca de verdade, consegui. Bichos feios, nojentos também. Até baratas. Nunca tinha trabalhado com baratas. Não quis nada de computador não. Quis o barato, a barata ali, de verdade”, narra. (Lena, a companheira de JMM é quem atua na cena com as voadoras).

“Fiz questão também de filmar na Rua Augusta, na São João, Ipiranga, Jardins, e fizemos. Tive tudo o que eu quis. Nunca tive um dinheirão desse para fazer algo meu. E agora, está aí, para todos verem, para todo mundo se assustar, reagir. E é esta a resposta que eu quero para me sentir satisfeito – a reação do meu público”, acrescenta o cineasta, orgulhoso de sua obra.

 

E o orgulho do seu criador, contagia, sem hesitações, quem está por perto. É possível sentir que tudo é muito merecido, afinal esperar 40 anos para a obra ser realmente produzida, com tantos percalços e situações adversas que não permitiam a sua realização, é surpreendente. Mas mais surpreendente ainda é o resultado final. É bem-humorado ao mesmo tempo que é aflitivo e torturador, é espirituoso ao mesmo tempo que é canibalesco, é uma das maiores produções nacionais de todos os tempos e a maior de todas em seu gênero em território nacional. É uma obrigação desta geração, de gerações passadas e gerações futuras apreciarem este nosso mais novo produto, independente das opiniões que sejam formadas posteriormente. É o respeito ao ícone de uma era. Afinal, é “o mestre do terror que está de volta”!

criado por girli_e    19:09 — Arquivado em: Sem categoria
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