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1/11/08

:: Da sÚdiTa À rAiNhA ::

 

Por você, minha rainha, eu desbravaria as identidades ocultas do mundo…

Eu percorreria ambientes hostis, batalhas sangrentas, dores violentas…

Só para nunca te ver sofrer. Só para nunca ver lágrimas escorrerem dos teus olhos. Só para ter a absoluta certeza de que você não faria por mim mais do que eu poderia fazer por você.

Faria tudo para você estar sempre saciada, soberana e voraz.

Com sua sabedoria, seu brilho, sua perspicácia, seu amor.

Minha paixão por você, minha rainha, é tremenda, é eterna, é incondicional.

Mas também, minha majestade, é absurdamente egoísta.

Me perdoe. Em frente à ti, me ajoelho, baixo minha cabeça e peço perdão.

Perdão por querer te trazer para nosso castelo, quando não mais a ele você pertencia.

Perdão por querer que você, ó minha amada, não me deixasse só.

Perdão por querer desesperadamente você de volta, pois minha alma pútrida e egoísta resistia a lidar com mais um jogo perdido…

Minha devoção a você me transformou num monstro por algumas longas horas. Me perdoe. Meu amor me enlouqueceu. Mas ainda sou sua súdita. E sempre a serei. Assim como você, minha rainha, sempre e única e inigualável.

Você sempre me preencheu com sua doçura, sua agitação, seu carinho, com seu jeitinho astuto, maluco e incrível de ser.

Ao abrir as portas do nosso castelo e poder estender a você o meu tapete vermelho para tê-la comprovando a qualidade dos meus perfumes, dos perfumes de minhas companhias aldeãs e da minha compreensão em presentear sua doce fúria sagaz com os manjares endeusados que você tanto apreciava, sempre me encantou.

Eu sempre serei devota à sua existência, rainha, majestade suprema. Sempre.

E agora, mais um vez em minha vida submissa à quem amo, me perguntou: que farei sem ti? Sem suas regras, leis e comandos?

Sem sua alegria, sua inteligência, seu cheiro, suas manhas, suas ordens, seus carinhos, suas lambidas, seus arranhões, suas mordidas, suas escapadas sobre a cama para deitar comigo e assitir televisão, suas esperas à porta do meu calabouço e seus sorrisos marotos que conseguiam tirar de mim o impossível?

Meu coração, mais uma vez, está despedaçado e não vejo salvação.

Mais uma vez, me perdoe, ó majestade. Me perdoe por querer o que não deveria querer. Por ter, neste exato momento, estes pensamentos que tenho.

Saiba, minha rainha, que é tudo por amor. Este amor simplesmente gigantesco que sinto por você.

Me puno.

Te eternizo.

criado por girli_e    23:28 — Arquivado em: Sem categoria
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